adicionar aos favoritos | Brasília/DF

25/03/2009 14:04
Foi à taverna, o menestrel solitário
Pediu a bebida mais forte que havia
Tornando-se ébrio ao fim do dia
Talvez não se sentisse tão miserável
Sentou, então, numa mesa vazia
Sem bandolim, oratória, companhia ou arte
Tal qual carta pronta a descarte
Ele olhava a todos, e ninguém o via
Exclamou:
"Foi-se meu tempo de mocidade
E com ele se foi minha alegria
Pronto à morte, sorrio em escárneo
Contudo nem ela visitar-me-ia!
Desafio os deuses deste mundo
Se há nele homem mais miserável
Do que eu - menestrel solitário
Do que eu - réplica de defunto!"