adicionar aos favoritos | Brasília/DF

26/03/2009 14:25
Consciência
- Tentando fazer alguma coisa...? Tentando envolvê-lo com outra!? E para quê?
Basta, Desejo! Lembra-te da vida dele!
Das promessas e juras, do passado!
Desejo
- Oh, Consciência, entende-me... Solitário o pobre coitado.
Matando a si cada noite - ludibriando-se na mente com outras -
Podendo desfrutá-las de bom grado!
Depois farás teu trabalho e eliminarás qualquer resquício de culpa!
Consciência
- Pérfido és, Desejo, e inconsequente! Nunca falaste nele mais alto
Minha voz não engana ou afaga os pecados do culpado
Mas caso o convenças, saibas
Que Homem nenhum sofrerá mais castigos que ele
E se já for, mais será atormentado!
Desejo
- Agora ele, minha cara, lê Epicuro. De nada mais valem bom senso e virtudes, nem tua raiva!
Nietzsche mostrou-lhe a vida por instintos e de prazer agora vê-se necessitado.
Caso percas, saibas
Que transformarei um corpo morto em vivo
Que a luz do esplendor que sairá dele, outrora
Era um fiapo de vida, um ideal putreficado
Consciência
- Todo mal é passageiro e difícil será tua jornada
Recompensador o teu futuro se não virtude apoiado!
Desejo
- Mas ele enfrentará com sabedoria e não sofrerá sem que precise
Entregue-se ao prazer, Milord, e sinta-se vivo!
Deixe-o viver, Consciência!
Consciência
- Desejo, deixe-o!